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Belchior Correia de Lacerda

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Belchior Correa de Lacerda esteve na Índia certamente pelos anos de 1540 e 1550, tempos de D. João de Castro, de São Francisco Xavier e até de Camões.  Foi ele que apresentou Jácome Dias para abade de Monte de Fralães em 1561. No assento de óbito, o abade diz que ele tinha sido muito seu amigo. Deve-lhe ter dado preciosa colaboração na momentosa tarefa de reconstruir a paróquia. Belchior Correa de Lacerda faleceu em 1569 e foi sepultado no Mosteiro de Vilar de Frades.  Era casado com D. Isabel de Pina, mas não tiveram filhos. Torre do Solar de Fralães vista de sul.

António Correia Pereira

António Correia Pereira era irmão de Belchior Correia de Lacerda e foi comendador de Borba de Godim. Casou com D. Violante de Azevedo depois de a ter raptado e dela ter filhos. Do descendente dum dos filhos, de nome Nuno Álvares Pereira, que foi para a Índia, falar-se-á à frente. Das suas filhas, uma professou em Guimarães [1] , outra em Estremoz e uma terceira nas clarissas de Vila do Conde [2] . António Correia Pereira possuiu vários escravos. Uma escrava, de nome Maria Negra, teve três filhos de pai não identificado em breve período de tempo. [1] O abade Jácome Dias lançou o seguinte registo da partida da primeira destas irmãs para a vida religiosa: Aos 8 do mês de Outubro de 1581, entrou a senhora D. Maria, filha do senhor António Pereira e da senhora D. Violante, no mosteiro das freiras de Guimarães. Foram com ela a senhora D. Violante e seus filhos Cristóvão Pereira, Diogo Correia, Manuel de Lacerda, e Estêvão Ferreira e outra muita gente. Nosso Senhor a faça san...

Cristóvão Correia de Lacerda

Cristóvão Correia de Lacerda, casado em 20/7/1587, era decerto o senhor da Honra de Fralães ao virar do século e há-de tê-lo sido por mais alguns anos. Dos dois filhos que teve, o mais novo fez-se domi­nicano, adoptando o sonante nome de Frei Bartolomeu dos Mártires (morreu em 1621), e o mais velho, António Correia de Lacerda ou simplesmente António Correia, sucedeu ao pai. O abade Tomé da Guarda menciona-o em 1596.

António Correia de Lacerda

António Correia de Lacerda casou com D. Ana de Mendanha. Casado com certeza muito jovem, bapti­zou uma filha logo em 1605 e o primeiro filho varão e futuro herdeiro em 15 de Agosto de 1607. Três dos seus oito filhos morreram de tenra idade. Entre os irmãos da sua esposa, além de um clérigo secular, que foi cónego e vigário geral em Braga, houve dois clérigos regulares e quatro freiras. Para educar os filhos, António Correia Pereira terá abandonado o seu solar e ido viver talvez em Barcelos ou Braga. Isso explicaria a cedência da capela à Confraria e o facto de ele não ter dado mais qualquer contributo para a nova instituição. O filho Miguel Pinheiro Correia, clérigo in minoribus (isto é, não sacerdote), teve uma carreira eclesiástica de sucesso. Duas raparigas foram freiras em Vairão. Apesar de ter criado tantos filhos, não teve nenhum neto. Nem ele, nem a mulher, nem nenhum dos filhos que chegaram a adultos terá morrido e sido sepultado em Monte de Fralães. Nos assentos de ...

Cristóvão Correia Pereira

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Cristóvão Correia Pereira, filho do anterior, casou com D. Catarina de Andrade de Macedo, mas viveu pouco tempo com ela e não tiveram filhos. Em Fralães, só há notícia dele para o fim da vida, quando apadrinhou duas crianças, uma em 1661 e outra em 1670. Pedra do Acordo da Confraria do Subsino (1763).

Manuel Correia de Lacerda

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Manuel Correia de Lacerda, parente afastado dos Correias de Fralães, vivia em Ruivães (actualmente concelho de Famalicão). Por volta de 1685, “intrusou-se” na Casa de Fralães apesar de haver herdeiro legítimo, descendente daquele Nuno Álvares Pereira, filho António Correia Pereira que fora para a Índia. Tratou-se dum grave roubo. Manuel Correia de Lacerda, que terá casado em 1687, baptizou, em Ruivães, o filho Francisco, certamente o herdeiro, em 20 de Outubro de 1688, e, em Fralães, em 1691, a filha Isabel e, em 1692, a filha Maria. Morreu em 18 de Novembro de 1695 (a esposa faleceria em 7 de Dezembro de 1738). Ao menos desde 1699, viveu em Fralães Manuel Pereira de Lacerda, meio-irmão (bastardo) de Manuel Correia de Lacerda [1] . Pode ter sido ele o informador do Pe. Carvalho da Costa sobre a freguesia e sobre a lápide dita de Élio Lápide erradamente lida como sendo de Élio Faie ou Saie por volta do ano de 1700. Encontrava-se num degrau da escada que vinha do solar para a cap...

Francisco Correia de Lacerda

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Francisco Correia de Lacerda, filho de Manuel Correia de Lacerda, veio residir para Fralães algum tempo e aí apadrinhou uma menina em 1722. Mas regressou a Ruivães, onde estava em 1732 pois datou daí uma procuração que pôs em marcha uma dura medida para os “caseiros” das suas terras do Couto de Fralães. Faleceu em 17 de Agosto de 1741, sendo sepultado na capela da sua Quinta de Ruivães. Foi casado com D. Francisca Luísa de Magalhães e Melo. Primeira página duma grande folha dobrada a meio que aparenta ser como que a capa dum dossiê organizado por qualquer advogado. Tem ao cimo os nomes de Francisco Correia de Lacerda e esposa. Depois do meio, menciona a “Quinta de Farelães”. O documento data de 1740.

Francisco Manuel Correia de Lacerda

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Francisco Manuel Correia de Lacerda, o novo senhor de Fralães, deixou uma grande marca na história da casa e do seu concelho. Mostrou-se activo já em 1739, ainda em vida do pai e quando teria cerca de 20 anos. Em 1743, foram redigidos os  Títulos e Acórdãos do Couto e Honra de Fralães , que eram uma espécie de regimento do concelho. Foi também em data próxima que iniciou funções o tabelião. Em 1749, Francisco Manuel Correia de Lacerda comprometeu-se a fazer nova casa de audiências para a câmara e cadeia. E fê-las. A cadeia foi construída na Jabelinha ou Isabelinha. Escreveu-se no acórdão em que ele se propôs fazer a obra: “Aos dezasseis do mês de Setembro de mil e setecentos e quarenta e nove anos na sala do passo em que se elege a justiça deste Couto e honra de Fralães estando presentes o Senhor Francisco Manoel Correia de La Cerda delegetário do mesmo Couto mandou convocar a sua presença ao juiz e vereadores e procurador do Concelho aos quais propôs que considerando a grande e pr...

D. Francisca Correia de Lacerda

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D. Francisca Correia de Lacerda (1 de Agosto de 1770 - 8 de Dezembro de 1829), filha de Francisco Manuel Correia de Lacerda, não teve vida pacífica. Em 1789, embora menor (e órfã de pai), era “donatária e senhora da Honra e Couto de Fralães por provisão de sua Majestade Fidelíssima que Deus guarde” e residia no Porto. Em 1799, era Condessa de Cunha, por ter casado com Pedro Vasques da Cunha, mas talvez já viúva (dois anos antes, o marido estava vivo). De 30 de Maio de 1797, há uma “licença para se dizer missa no oratório particular das casas do Excelentíssimo Conde da Cunha, na freguesia de São Pedro de Monte de Fralães”. Em 13 de Maio de 1800, D. Francisca casou com Gregório José António Ferreira de Eça e Meneses e continuou a ser Condessa de Cunha. D. Gregório parece que por isso recebeu o título de conde. Mais adiante, o mesmo herdou do pai [1]  o título de Conde de Cavaleiros e a esposa passou também a ser Condessa de Cavaleiros. Em 1807, no cargo de estribeiro-mor de...

Conde de Terena

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À Condessa D. Francisca, terá sucedido na posse de Fralães o Conde de Terena, José Maria Brandão de Melo Cogominho Correia Pereira de Lacerda, que foi governador civil do Porto. O nome deste conde ocorre várias vezes nos livros do Juiz de Paz de Viatodos e Monte de Fralães. Foi casado com Maria Emília Jácome Correia de Sá, segunda viscondessa de São Gil de Perre. Início do “Auto de conciliação entre os autores, os Ilustríssimos e Excelentíssimos Senhores José Maria Brandão de Melo Correia de Lacerda e mulher, a Excelentíssima Dona Maria Emília Jácome Correia, da Cidade do Porto, e réus a Junta actual de Paróquia da freguesia de Santa Maria de Viatodos”. O auto de conciliação teve lugar no Juiz de Paz de Viatodos em 1839. Outro documento da mesma procedência, mas onde já se menciona o Conde  de Terena.

Marquês de Terena

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Ao Conde de Terena, sucedeu em Fralães o segundo Conde de Terena e Marquês de Terena, Luís Brandão de Melo Cogominho Correia Pereira de Lacerda e Figueiredo, que casou com D. Maria Ana de Sousa e Holstein, filha do Duque de Palmela. Foi pai da Marquesa. Faleceu em 1866. Segundo Conde Terena e Marquês de Monfalim (origem da fotografia: Wikipédia).

Marquesa de Monfalim e Terena

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A Marquesa de Monfalim e Terena, D. Eugénia Maria Filomena Brandão de Melo Cogominho Correia de Sá Pereira de Lacerda do Lago Bezerra e Figueiroa, senhora de Fralães, nascida a 21/05/1840 e falecida a 30/05/1900, casou com o tio materno D. Filipe de Sousa e Holstein. Em 1896, ofereceu ao Museu de Martins Sarmento a célebre lápide funerária romana que o Pe. Carvalho assinalou no solar. Estes dois últimos Correias deixaram que o Solar de Fralães caísse em ruína. Ignora-se se foi a Marquesa que o vendeu a Luís Vilares, se algum herdeiro dela. Desde quase há um século, falava-se apenas da Quinta de Fralães, não em solar.  Terreiro do Solar de Fralães e solar propriamente dito com a torre ao fundo.

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