Manuel Correia de Lacerda
Manuel Correia de Lacerda, parente afastado dos Correias de Fralães, vivia em Ruivães (actualmente concelho de Famalicão). Por volta de 1685, “intrusou-se” na Casa de Fralães apesar de haver herdeiro legítimo, descendente daquele Nuno Álvares Pereira, filho António Correia Pereira que fora para a Índia. Tratou-se dum grave roubo.
Manuel Correia de Lacerda, que terá casado em 1687, baptizou,
em Ruivães, o filho Francisco, certamente o herdeiro, em 20 de Outubro de 1688,
e, em Fralães, em 1691, a filha Isabel e, em 1692, a filha Maria.
Morreu em 18 de Novembro de 1695 (a esposa faleceria em 7 de
Dezembro de 1738).
Ao menos desde 1699, viveu em Fralães Manuel Pereira de Lacerda,
meio-irmão (bastardo) de Manuel Correia de Lacerda[1].
Pode ter sido ele o informador do Pe. Carvalho da Costa
sobre a freguesia e sobre a lápide dita de Élio
Lápide erradamente lida como sendo de Élio Faie ou Saie por volta do ano de 1700. Encontrava-se num degrau da escada que vinha do solar para a capela da Confraria. Hoje guarda-se no Museu de Martins Sarmento, em Guimarães.
[1]Possuímos
um livrinho que regista a recepção dum foro pelos senhores de Fralães entre
1724 e 1859. Este Manuel Pereira assina várias vezes a recepção (mas assinam-na
muitos outros senhores da casa). Em 1699, foi pai duma menina cuja mãe era uma
mendiga de Viatodos. Havia também uma bastarda.
De mais tarde, é conhecido outro “bastardo da Casa de
Fralães”, de nome João Correia de Lacerda: foi sacerdote e faleceu em Ruivães,
em 1802



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