D. Francisca Correia de Lacerda
D. Francisca Correia de Lacerda (1 de Agosto de 1770 - 8 de Dezembro de
1829), filha de Francisco Manuel Correia de Lacerda, não teve vida pacífica.
Em 1789, embora menor (e órfã de pai), era “donatária e senhora da Honra e
Couto de Fralães por provisão de sua Majestade Fidelíssima que Deus
guarde” e residia no Porto. Em 1799, era Condessa de Cunha, por ter casado com
Pedro Vasques da Cunha, mas talvez já viúva (dois anos antes, o marido estava
vivo).
De 30 de Maio de 1797, há uma “licença para se dizer
missa no oratório particular das casas do Excelentíssimo Conde da Cunha, na
freguesia de São Pedro de Monte de Fralães”.
Em 13 de Maio de 1800, D. Francisca casou com Gregório José António
Ferreira de Eça e Meneses e continuou a ser Condessa de Cunha. D. Gregório
parece que por isso recebeu o título de conde. Mais adiante, o mesmo herdou do
pai[1] o
título de Conde de Cavaleiros e a esposa passou também a ser Condessa de
Cavaleiros.
Em 1807, no cargo de estribeiro-mor de D. Carlota Joaquina, D. Gregório
acompanhou a família real ao Brasil[2].
A esposa também deve ter ido.
Ele faleceu em 1825 e ela em 1829. Não tiveram descendência. Viveram parte
do período instável das Invasões Francesas e das Lutas Liberais.
Autógrafo de D. Francisca Correia de Lacerda como Condessa de Cunha.
[1] O pai
de D. Gregório foi uma figura muito importante sobretudo na história do Brasil,
como governador de Minas Gerais e da Baía.
[2] D. Gregório
tinha obrigação de respeitar a Rainha, mas não teria muito boa vontade em
relação ao Rei, que lhe tinha engravidado uma irmã, que por isso teve uma vida
cruel. O seu pai chegou a participar numa intentona para matar D. João VI.

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